segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Maravilhas arquitetônicas do Cairo viram ruínas

Jon Leyne
Correspondente da BBC no Oriente Médio

Maravilhas arquitetônicas da cidade do Cairo, no Egito, estão sendo abandonadas ou demolidas para dar lugar a arranha-céus - uma nova realidade em uma cidade que já foi conhecida como "a Paris do Egito".
No subúrbio de Heliopolis, desenvolvido a partir de 1908, mansões e palacetes enchiam os olhos dos visitantes.
Em outras áreas da cidade, como a elegante Ilha de Zamalek, no Rio Nilo, a ousadia e experimentalismo do período produziu construções que eram verdadeiros palácios, onde se reunia a alta sociedade egípcia.
O estilo arquitetônico, síntese de influências europeias e orientais, refletia a autoconfiança que o país vivia.
"A abertura da vida comercial, a abertura da indústria, a abertura da própria cultura criaram este sonho nas pessoas, de construir essas obras", diz à BBC a arquiteta Mona Zacharia, envolvida em projetos de restauração na cidade.
Muitas das joias arquitetônicas do Cairo, no entanto, se perderam para sempre.
Ruínas
Nagwa Shoeb, nascida no bairro de Heliopolis, aponta o local onde passou sua infância e juventude.
"Este é o lugar, eu sinto vergonha em dizer, onde ficava nosso casarão, com um lindo jardim onde cresci com meus irmãos e irmãs."
O que aconteceu desde a década de 1950 foi o crescimento do Cairo como uma cidade feia. E se uma cidade é feia as pessoas não tomam conta dela.
Angus Blair, britânico que reside no Cairo
O tempo passou, os filhos se mudaram. A mãe de Shoeb, já idosa, também teve de deixar o casarão e o prédio foi demolido.
Hoje, o que se vê no local é um arranha-céu feio, desfigurado pelos aparelhos de ar condicionado instalados nas paredes externas. No térreo, lojas de moda feminina exibem anúncios extravagantes.
Essa história vem se repetindo em toda a cidade.
Angus Blair, um britânico que vive no Cairo há mais de quatro anos, acha que o declínio começou com uma onda de nacionalizações que sucedeu a revolução de 1952.
"O que aconteceu desde a década de 1950 foi o crescimento do Cairo como uma cidade feia", diz Blair. "E se uma cidade é feia as pessoas não tomam conta dela".
Assim, as famílias que viviam nos belos casarões foram aos poucos vendendo suas casas, geralmente por razões financeiras.
Ultimamente, o governo vem adotando medidas para conservar o patrimônio arquitetônico da cidade. Uma dessas medidas é proibir a demolição dos casarões.
Como resultado, os que não conseguiram vender suas casas abandonam as propriedades, esperando que um dia desabem.
Hoje, em um dos mais espetaculares palacetes de Zamalek, a vegetação chegou à altura do teto.
Casarão antigo no Cairo ao lado de prédio moderno
Governo vem adotando medidas para preservar o patrimônio
Legado
Samir Gharib, presidente da Organização Nacional para a Harmonia Urbana, uma iniciativa financiada pelo governo egípcio, vem trabalhando para persuadir a população a valorizar mais seu patrimônio. Mas ele admite que há grande questões financeiras em jogo.
"É muito mais lucrativo para os proprietários construir um prédio novo do que manter o velho. Temos de tornar as construções antigas lucrativas, economicamente, para os proprietários", ele explicou.
Mas ele diz que o governo não pode arcar com os custos financeiros desse processo.
O britânico Blair acha que o problema é a falta de "imaginação e criatividade".
Cerca de 20 milhões de pessoas vivem no Cairo hoje. Para a maioria, preservar o passado arquitetônico da cidade não é uma prioridade.
Mas se o Cairo quiser redescobrir e se beneficiar do seu passado recente, construtoras privadas e o governo terão de trabalhar juntos.

sábado, 23 de outubro de 2010

Padre destrói altar do século 17 sem autorização

 
Igreja de Niterói (RJ) é tombada desde 1995; pároco teria dito que local poderia desabar
 
Do lado de fora da igreja de São Domingos, em Niterói (RJ), não há nada que sugira o que se passa por trás das portas: o pároco responsável pela administração da igreja resolveu fazer uma reforma por conta própria. E deixou um rombo no lugar do altar da construção, do século 17.
Tombada em 1995 pelo Depac, órgão municipal responsável pela manutenção do patrimônio histórico, a igreja foi construída em 1652.
Quando foi tombada, já havia passado por reformas e tinha as características de uma obra feita em 1907.
A Folha apurou que, insatisfeito com a situação do altar -segundo sua avaliação, poderia desabar-, o padre Elídio Robaina resolveu contratar pedreiros e iniciar, na semana passada, as obras.
A arquidiocese de Niterói diz que a obra foi autorizada por ela, mas que o padre é o responsável. Não há orientação de arquiteto ou engenheiro. Procurado, padre Elídio disse não estar preparado para falar sobre o assunto.
O Depac diz que não recebeu pedido de autorização e sequer sabia da reforma. Sem autorização do órgão, qualquer interferência no imóvel é proibida.
A Folha apurou que outros padres que passaram por ali tentaram fazer obras, mas adiaram a restauração por não conseguirem verba.
 

Santo Ângelo/RS – Aula de arqueologia missioneira

Notícias • Rio Grande do Sul • 21 de outubro de 2010 por Silvana Losekann

O Núcleo de Arqueologia do Museu Municipal Dr. José Olavo Machado retomou neste mês as atividades do projeto de educação patrimonial Jornadas de Arqueologia Missioneira. Neste segundo semestre letivo, as escolas estaduais realizam as atividades na praça Pinheiro Machado. No primeiro semestre foram as escolas municipais. A ação é realizada por meio de parceria entre as secretarias municipais de Turismo, Educação e Cultura.
As jornadas são oferecidas a turmas da 4 série do ensino fundamental. Conforme a diretora do museu, Clotilde Farias, a iniciativa é uma atividade permanente de educação patrimonial, que tem um caráter interdisciplinar, reconhecido pelo Ministério da Cultura, por meio do Prêmio Darcy Ribeiro 2010, incluída entre as melhores ações educativas de museus brasileiros. “Nas jornadas, podemos explicar com detalhes um pouco da história local, desde a época dos jesuítas, passando pela etapa de repovoamento até nossa história recente”, afirma Clotilde Farias.
A programação inclui palestras audiovisuais, visitação às janelas arqueológicas do Museu a Céu Aberto, no entorno da Catedral Angelopolitana, lanches temáticos, oficinas de arqueologia com escavações simuladas, além de intervenções cênicas. Durante as atividades, são ensinados aspectos da vida cotidiana na época das Missões e os resultados das pesquisas arqueológicas feitas na área do Centro Histórico, o que amplia os conhecimentos dos alunos sobre a antiga redução de Santo Ângelo Custódio.
Conforme a coordenadora geral do projeto, arqueóloga Raquel Rech, o trabalho atende à legislação arqueológica específica que determina a divulgação de pesquisas de grande porte nessa área, como a realizada no Centro Histórico. “Estamos no segundo ano de atuação e este projeto já se consagrou como uma ação educativa permanente oferecida pelo Museu Municipal”, diz.
Devido a pedidos de participação de outras escolas do município e de outras cidades, o museu está providenciando um convênio com o Curso de Pedagogia do Instituto Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo (Iesa) e o de História da URI para capacitar novos mediadores.
www.defender.org.br/

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Sítio arqueológico maia ressurge após inundação na Guatemala

DA FRANCE PRESSE
As estelas e zoomorfos ancestrais do centro arqueológico maia Quiriguá, na Guatemala, sobreviveram à passagem da tempestade Agatha que, apesar de sua força, não se compara com a grande inundação de 1.200 anos atrás, que arrasou o local.
As águas escuras do rio Motagua saíram do curso por causa da tormenta, em maio, e alagaram os vestígios deixados pelos maias perto do mar do Caribe, agora relegados a uma pequena reserva rodeada de plantações de banana, fruto exportado por empresas americanas.
A água atingiu quase dois metros em Quiriguá, que em idioma maia significa "divisão", mas que o Instituto Guatemalteco de Turismo denomina de Cidade das Estelas.
Em sua passagem pelo país, Agatha deixou 165 mortos e US$ 1 bilhão em perdas. Este sítio arqueológico, situado 200 km a nordeste da capital e visitado por 30 mil turistas ao ano, ficou fechado durante um mês.
"Muita gente fez voluntariado e ajudou na limpeza. Depois de um grande esforço pode-se levantar o centro arqueológico porque a inundação foi forte", explicou à agêndia de notícias AFP a guia Karen Ayala.
O local sucumbiu devido a uma inundação no ano 810 depois de Cristo e nunca mais voltou a ser povoado, sendo descoberto no fim do século 19 por dois americanos.
Em 1981, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) declarou Quiriguá Patrimônio da Humanidade, perto de onde foi encontrado o primeiro porto comercial da era pré-hispânica no Caribe guatemalteco.
O lugar tem cinco zoomorfos e nove estelas ou árvores de pedra, as mais altas dos maias localizadas até agora.
A estela mais alta tem 10,33 metros e está gravada na moeda de dez centavos de quetzal, a moeda guatemalteca.
Os cientistas estimam que Quiriá tenha sido fundada por volta do ano 400 d.C. e destruída por uma inundação em 810. Seus últimos cem anos teriam sido os de seu apogeu.
Fonte: Folha Ciência

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Paleontólogos descobrem que tiranossauro era canibal



* Paleontólogos encontram marcas de mordidas de Tiranossauros em ossadas de predadores da mesma espécie

Paleontólogos encontram marcas de mordidas de Tiranossauros em ossadas de predadores da mesma espécie

Paleontólogos americanos e canadenses descobriram que o temido tiranossauro rex não comia apenas outras espécies de dinossauros, mas também outros tiranossauros.

Em um estudo publicado nesta sexta-feira no jornal científico PLoS ONE, especialistas das universidade afirmaram que a descoberta foi feita após encontrarem marcas de mordidas de Tiranossauros em ossadas de predadores da mesma espécie.

Ao analisar fósseis de tiranossauros, o pesquisador da Universidade Yale Nick Longrich encontrou um osso com marcas especialmente grandes. Devido à idade e à localização das marcas, Longrich concluiu que ela só podia ser de um tiranossauro.

“Qualquer grande carnívoro poderia ter feito aquela marca, mas os únicos carnívoros de grande porte que habitavam o oeste da América do Norte há 65 milhões de anos eram os próprios tiranossauros”, afirmou o paleontologista.

Caçada solitária
Após a descoberta, Longrich e outros paleontólogos das universidades de Montana e Alberta percorreram vários museus para pesquisar outros fósseis. Eles encontraram três ossos de patas e um outro de braço com evidências de canibalismo entre tiranossauros.

A descoberta representa uma importante pista para a compreensão dos obscuros hábitos alimentares dos dinossauros. Enquanto os carnívoros de hoje costumam caçar em grupos, os tiranossauros provavelmente saíam sozinhos para matar outros predadores.

“Esses animais são os maiores carnívoros terrestres que já pisaram na Terra e a maneira que eles encontravam alimentos era muito diferente dos hábitos das espécies atuais”, disse Longrich.

“Há um grande mistério sobre o que e como eles comiam. Mas essa pesquisa nos ajudou a encaixar uma importante peça desse quebra-cabeça.”

Fonte: Ciência e Saúde UOL

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Boato na rede é crime! Quem espalha pode ter até a prisão preventiva decretada

14 de Outubro de 2010, por Paulo Castro



Você sabia que é crime divulgar mentiras sobre candidatos ou partidos para influenciar o eleitor na internet, e que o e-mail é prova material do crime?

A Lei 12034 (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12034.htm), ou Lei dos Partidos Políticos, prevê multa que varia entre R$ 5 mil e R$ 30 mil para quem envia ou reenvia e-mails com boatos, calúnias ou difamação, para fins eleitorais ou não, atacando candidatos.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) (http://www.tse.gov.br/eje/html/info_eleicoes7.html), “divulgar fatos inverídicos em relação a candidatos e partidos, que sejam capazes de influenciar a opinião do eleitorado” também constitui crime eleitoral.

Esse tipo de prática também é considerada estelionato pelo Código Penal (http://www.planalto.gov.br/ccivil/decreto-lei/Del2848compilado.htm), e dá prisão preventiva. O artigo 171 da legislação tipifica como crime “obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento”, e a pena varia entre um e cinco anos de reclusão. Já o artigo 307 do mesmo Código diz que “no caso de atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade para obter vantagem, em proveito próprio ou alheio ou para causar dano a outrem”, e a pena de detenção prevista é de 3 meses a um ano.

Os e-mails criminosos podem ser encaminhados para o Ministério Público Federal (pge@pgr.mpf.gov.br) e para a Polícia Federal (http://www.safernet.org.br/site/), preferencialmente com o código original das mensagens (o ip de origem). Procure também identificar-se quando for fazer a denúncia.

Espalhe a verdade!

Fonte: Dima na Rede

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Cometa Halley foi visto na Grécia Antiga

Evento celestial registrado pelo filósofo Aristóteles pode ter sido o primeiro registro humano do cometa Halley

O cometa Halley pode ser visto a partir da Terra a olho nu a cada 75 anos (NASA)

O astro registrado por Aristóteles tem grandes chances de ser o mesmo cometa que adentrou o sistema solar em 1986 e deverá reaparecer em 2061
O filósofo grego Aristóteles, que viveu entre os anos 384 e 322 a.C, descreveu a queda de um meteorito acontecida entre 466 a.C. e 467 a.C. e também o aparecimento, no mesmo período, de um cometa no céu. Reconstruindo sua mais provável trajetória, o astrônomo Eric Hintz e o filósofo Daniel Graham, ambos da Universidade Brigham Young (EUA), verificaram que o astro registrado por Aristóteles é provavelmente o cometa Halley, que adentrou o sistema solar em 1986 e deverá reaparecer em 2061 (ele pode ser visto da Terra a cada 75 anos).

Segundo os resultados encontrados pelos pesquisadores, publicados no periódico Journal of Cosmology, o Halley ficou visível durante 80 dias entre os meses de junho e agosto do ano 466 a.C. A reconstrução da trajetória do cometa coincide com outros relatos antigos, que dizem que ele teria ficado visível por 75 dias.

Até agora, o relato mais antigo da visita de Halley ao sistema solar foi feito em 240 a.C., evento registrado por astrônomos chineses. Se os novos resultados forem confirmados, os pesquisadores terão adiantado a data da primeira observação do cometa Halley em 226 anos.

Fonte: Veja