terça-feira, 22 de março de 2011

Em busca de desaparecidos Políticos em SP

Trabalho de buscas a desaparecidos políticos no cemitério da Vila Formosa, o maior da América Latina, na zona leste de São Paulo, nesta terça-feira (22). As escavações buscam pelos corpos de Virgílio Gomes da Silva e Sérgio Correio. Há indícios de que eles estejam enterrados no cemitério. Exames de DNA serão feitos nos restos mortais encontrados. Parentes das vítimas acompanham os trabalhos de exumação.
Imagens: clique aqui
Fonte: UOL Imagens do Dia

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Assembleia vota contra escola pública; não reduz alunos por sala




Base do governo Beto Richa vota contra projeto que limitava número de alunos por turma

Muitos dos deputados que votaram para que o Projeto de Lei  nº. 486/2005, de autoria da deputada Luciana Rafagnin (PT), fosse transformado em lei, hoje (14/02) votaram contra a proposta que defendiam no passado. Na sessão ordinária da Assembleia Legislativa do Paraná, o painel eletrônico registrou que apenas 14 dos 54 deputados foram favoráveis a rediscussão deste PL que previa a implementação gradual do número de alunos por sala de aula nas escolas da rede pública estadual. A proposição da deputada já havia sido vetada em 2006 pelo então governador Roberto Requião.
O projeto  da Luciana Rafagnin defendia o estabelecimento de até 20 alunos por sala nas turmas do Ensino Infantil e 1ª série do Ensino Fundamen­tal, até 25 alunos nas turmas de 2ªs a 4ªs séries e até 30 nas turmas de 5ª a 8ª séries do Ensino Fundamental. No Ensino Médio as salas deveriam comportar até 35 alunos. Nesta tarde, no plenário da Assembleia, a deputada pediu a derrubada do veto argumentando que o PL impede o inchaço nas salas de aula ao instituir a redução gradativa do número máximo de alunos por turma. "Muitos deputados votaram a favor desse projeto porque reconhecem os problemas das salas de aula. O excesso de alunos por turma dificulta a transmissão e conteúdo, a aprendizagem e implica na qualidade da educação. É  impossível dar uma aula de qualidade com mais de 50 alunos na sala", frizou.

O professor Lemos também fez considerações favoráveis ao projeto  antes de o mesmo ir para votação. Ele relembrou o envolvimento dos parlamentares quando da criação do PL. "O projeto da deputada Luciana acolheu o desejo de milhares de professores do Estado e de milhares de estudantes. Debatemos o tema com a deputada e ela apresentou o mesmo subscrito por 27 deputados. E o projeto  já foi aprovado por unanimidade nesta Casa", destacou.

O veto nº 23/06 do PL nº486/05 foi mantido porque apenas 14 dos 52 deputados que estiveram hoje presente na Assembleia Legislativa votaram "'Não" ao veto do ex-governador. Em 2006, o PL foi aprovado por unanimidade pelos deputados. No entanto, mesmo com os esclarecimentos sobre a importância  e relevância desta proposta apenas os deputados André Bueno (PDT), Antonio Anibelli Neto (PMDB), Enio Verri (PT), Marla Tureck (PSC), Nelson Luersen (PDT), Edson Praczyk (PRB), Péricles de Mello (PT), Professor Lemos (PT), Rasca Rodrigues (PV), Tadeu Veneri (PT), Teruo Kato (PMDB), Toninho Wandscheer (PT), Waldyr Pugliesi (PMDB), além da própria deputada Luciana, foram favoráveis a melhorias na escola pública.

A votação foi acompanhada pela presidente da APP-Sindicato, Marlei Fernandes de Carvalho, e pelos secretários da entidade Luiz Carlos Paixão da Rocha( Imprensa), Janeslei Albuquerque (Educacional), José Ricardo Correa (Organização), Mariah Seni Vasconcelos (Geral) e Isabel Zolner (Formação Política Sindical).

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Dedão de múmia egípcia é a prótese mais antiga conhecida


Um dedão artificial muito bem preservado, encontrado preso em restos mumificados de uma mulher egípcia, é a prótese funcional mais antiga já encontrada, anunciaram especialistas nesta segunda-feira em artigo publicado na revista científica britânica The Lancet.
Descoberta no ano 2000 perto de Luxor, na necrópole de Tebas, a prótese, de madeira e couro, pertenceu a Tabaketenmut, a filha de um alto sacerdote que viveu entre 950 e 710 a.C..
A datação facilmente faria desta a mais antiga prótese conhecida, alguns séculos mais velha do que a perna de bronze e madeira descoberta em um cemitério perto de Cápua, Itália.
Mas apenas a realização de testes em pacientes vivos poderia confirmar que a peça se tratava de uma prótese genuína, projetada não apenas como um ornamento para a vida após a morte, mas como um auxílio prático na locomoção.
Jacqueline Finch, cientista da Universidade de Manchester, fez isto com dois voluntários portadores de deficiências diferentes daquela de Tabaketenmut, que pode ter predido o dedão devido a uma gangrena provocada por diabetes.
Finch fez cópias do dedão artificial, bem como de um segundo do sítio de Tebas confeccionada em papier maché, gesso e cola animal.
Usando réplicas de sandálias como as que se usavam no Egito antigo, voluntários, dotados de dispositivos altamente sensíveis, caminharam por uma via especial, monitorada por câmeras movidas a bateria.
"Acredita-se que o dedão suporte cerca de 40% do peso do corpo e seja responsável pela propulsão para a frente", explicou Finch em comunicado.
"Determinar corretamente qualquer nível de funcionalidade exige a aplicação de técnicas de análise de locomoção", acrescentou.
Os resultados foram ótimos. Cada um dos voluntários testados disse que tanto uma prótese quando a outra foram "altamente eficientes" e ambos disseram que a prótese de madeira era especialmente confortável.
O dedão de Tabaketenmut era composto de duas peças de madeira moldadas, perfuradas com pequenos buracos para a passagem de tiras, unidas por um cordão de couro, demonstrando uma preocupação aguda com a anatomia.
"Quem quer que tenha feito estes dispositivos nos tempos antigos também teria discutido a adaptação e a sensibilidade em consultas com seus 'pacientes'", concluiu Finch.
"Parece que os primórdios desta área da medicina surgiram aos pés dos antigos egípcios", ressaltou.
Fonte: UOL Notícias

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Novo endereço do meu site de Poeta

Saudações!
Venho comunicar a mudança de endereço do meu site de divulgação dos meus escritos de poesia!
O novo endereço é http://www.antiguidadeclassica.com/leandro/
Disponível em versão para o Kindle: http://www.amazon.co.uk/Rosa-Espinho-Letra-Vinho-Portuguese/dp/B0039LMNAM
Acessem e divulguem!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Revista Eletrônica Antiguidade Clássica - Sexta Edição no AR

Saudações
É com satisfação que venho divulgar a Sexta Edição da Revista Eletrônica Antiguidade Clássica.
Acessem www.antiguidadeclassica.com clicando em Edições.
Obrigado aos autores colaboradores e leitores, que são a  razão desta divulgação científica.
Cordialmente,

Leandro Hecko
REAC

EXPEDIENTE
Direção e Edição
Katia Teonia
Leandro Hecko
Conselho Editorial
Alexandre dos Santos Rosa
Álvaro Alfredo Bragança Júnior
Ana Lúcia Silveira Cerqueira
Anderson de Araújo Martins Esteves
Breno Battistin Sebastiani
Fábio Frohwein
Lívia Lindóia Paes Barreto
Márcio dos Santos Gomes
Renata Cerqueira Barbosa
Revisão Técnica
Katia Teonia
Webmaster
Marcos Hecko

SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO
ARTIGOS
-Uma mudança de paradigma na história da compreensão do verbo: o novo quadro teórico das
gramáticas especulativas do fim do século XIII
Alessandro J. Beccari
-O cometa do livro XIV dos Annales de Tácito
Anderson De Araujo Martins Esteves
-Um modelo para a mudança em Heráclito
Celso de Oliveira Vieira
-A tetrarquia e o Egito no século IV: as cunhagens de Diocleciano e a família constantiniana
Claudio Umpierre Carlan
-A Dialogização do Trágico e do Cômico no Anfitrião, de Plauto
Leandro Dorval Cardoso
-Estácio e a poética do ócio
Leni Ribeiro Leite
-‘Conselho’ e ‘Ordem’: sobre os lugares discursivos instituídos pelo conceito homérico de ‘mito’ em
Mia Couto
Marcio dos Santos Gomes
-A passagem de Augusto e a ascensão política de Tibério César: a transmissão do poder em Veléio Patérculo
Rafael da Costa Campos
-Dionisismo: imanência e afirmação da vida indestrutível
Renato Nunes Bittencourt
RESENHA
-Penelope Goodman. The Roman City and its periphery: from Rome to Gaul (Oxon and New York: Routledge, 2007)
Gustavo H. S. S. Sartin

AUTORES 

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Mudanças climáticas colocam em perigo tesouros arqueológicos

DA FRANCE PRESSE
A desertificação, o degelo, o aumento das chuvas torrenciais e dos furacões como consequência das mudanças climáticas podem destruir diversos tesouros arqueológicos, como templos maias, alertaram especialistas.
Múmias decompostas na Sibéria, pirâmides enterradas na areia no Sudão, templos maias que implodem: as mudanças climáticas podem destruir vários tesouros arqueológicos, mas também revelar novas descobertas, como Oetzi, o "homem do gelo" encontrado em 1991 em uma geleira nos Alpes.
O degelo, por exemplo, ameaça vestígios de kurgans, tumbas da época dos Escitas, na Ásia Central, garantiu Henri-Paul Francfort, que chefia uma missão francesa nesta região para estudar os restos desta civilização nômade nas montanhas de Altai, na Sibéria.

Franco Rollo/University of Camerino/AFP
Oetzi, "homem do gelo" encontrado em geleira nos Alpes; mudança climática ameaça tesouros arqueológicos
Oetzi, "homem do gelo" encontrado em geleira nos Alpes; mudança climática ameaça tesouros arqueológicos
"O permafrost, camada de terra constantemente gelada que os conservou até agora, derrete e ameaça decompor os corpos mumificados, tatuados, enterrados com cavalos sacrificados, peles, objetos de madeira, vestuário", explicou o especialista.
"Se não nos anteciparmos, logo será muito tarde", alertou o arqueólogo, que confirmou um degelo muito importante no Ártico em 2010.
O aquecimento, entretanto, pode ter o efeito contrário. No Tirol italiano, "é, sem dúvida, a retração de uma geleira que permitiu descobrir um dia o Oetzi, um guerreiro de 5.300 anos atrás. O derretimento das geleiras, especialmente na Noruega, frequentemente traz à tona outros vestígios", justificou.
Outro motivo de inquietação é o aumento do nível dos mares. Segundo os últimos dados dos cientistas, o nível da água subirá um metro até 2100, ameaçando regiões costeiras inteiras.
"A elevação das águas em certas ilhas do Pacífico provocará inevitavelmente a destruição dessas zonas costeiras. Na Tanzânia, a erosão marítima destruiu um muro do forte de Kilma, construído pelos portugueses em 1505", relatou Francfort.
Em Bangladesh, a cidade de Panam-Sonargaon, centro do reino de Bengala do século 15 ao 19 e um dos cem locais ameaçados pela Unesco, é frequentemente inundada pela elevação do nível das águas.
A multiplicação de fenômenos climáticos extremos, "especialmente os ciclones com cargas de água excepcionais que caem em tempo recorde", preocupa também os arqueólogos, segundo Dominique Michelet, especialista francês em arqueologia da América.
Michelet citou os casos de Chan Chan, do antigo reino chimú, e a maior cidade da América pré-colombiana (Peru), castigada pelas inundações provocadas pelo fenômeno El Niño, e o do templo maia de Tabasqueno (México), destruído pelos furacões Opalo e Rozana em 1995, mas restaurado posteriormente.
"Os arqueólogos estabilizaram o templo principal, mas os edifícios encheram de água e implodiram", explicou.
Vincent Charpentier, no Instituto Francês de Pesquisas Arqueológicas Preventivas (INRAP), especialista em zonas costeiras, confirmou esta ameaça.
"No sultanato de Omã, os ciclones Gonu, em 2007, e Phet, no verão passado (do hemisfério norte), enterraram na areia locais de 5.000 a 6.000 anos antes de nossa era", contou.
A areia é um dos piores inimigos dos vestígios antigos, especialmente nos desertos. No Sudão, as dunas que rodeavam a cidade de Meroe, capital do reino de Nubia (do século 3 a.C ao 4 d.C), atacaram as pirâmides e as enterraram.
Michelet jugou "indispensável um trabalho de alerta que deve ir além de um inventário dos locais ameaçados catalogado pela Unesco".
 Fonte: Folha Ambiente

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Pesquisadores confirmam novo tipo de dinossauro que viveu na Coreia do Sul

  • Fóssil do Koreaceratops, encontrado na Coreia do Sul Fóssil do Koreaceratops, encontrado na Coreia do Sul
Seul, 7 dez (EFE).- Uma equipe internacional de pesquisadores confirmou nesta terça-feira que vários ossos achados em 2008 na Coreia do Sul pertencem a um tipo de dinossauro da família dos ceratopsianos até agora desconhecido, que viveu na região há 103 milhões de anos.

O dinossauro, herbívoro e pertencente ao período Cretáceo Inferior, foi batizado de Koreaceratops em homenagem ao seu país de origem pelos pesquisadores sul-coreanos, japoneses e americanos que integram a equipe, informou a agência local "Yonhap".

Os restos do novo dinossauro foram descobertos por acaso por um trabalhador da cidade sul-coreana de Hwaseong, na província de Gyeonggi, em uma rocha que continha ossos do quadril e da cauda.

Os ceratopsianos foram dinossauros herbívoros com protuberâncias ósseas e bicos parecidos com os das aves que viveram especialmente nos Estados Unidos mas cujos fósseis também foram encontrados na Mongólia, China e Japão.

Segundo os resultados da pesquisa, publicados na revista científica alemã "Naturwissenschaften", este dinossauro foi um bípede com cerca de um metro e meio de longitude e com vida semiaquática.

O Koreaceratops, relativamente pequeno, usava sua cauda plana para se movimentar na água.

A descoberta deste novo tipo de dinossauro respalda a teoria de que os ceratopsianos eram originais da Ásia, mas no período Cretáceo chegaram a seu apogeu no que hoje é a América do Norte.
Fonte: UOL Ciência e Saúde